Clínica Merus
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Mastopexia, Prótese ou as Duas: Como Essa Decisão é Tomada na Prática

19 de agosto de 2026 · Dr. André Ritzmann

“Quero colocar prótese.” É a frase que muitas mulheres chegam dizendo — e, em boa parte dos casos, o que elas realmente precisam é de uma mastopexia. Às vezes das duas coisas. Às vezes só da levantada. Entender a diferença muda tudo.

A decisão entre mastopexia, prótese de mama e mamoplastia combinada não é sobre gosto ou tendência. É sobre o que a anatomia de cada mama pede.


O que cada procedimento resolve — e o que não resolve

A prótese de mama resolve volume. Se a mama tem boa posição, boa projeção do complexo aréolo-papilar e pele com elasticidade razoável, o implante faz o trabalho sozinho: aumenta, projeta, preenche.

A mastopexia resolve posição. Ela reposiciona o tecido mamário e o complexo aréolo-papilar, remove o excesso de pele e reconstrói o formato. Não aumenta volume de forma significativa — ela reorganiza o que já existe.

A mamoplastia com prótese e mastopexia combinadas faz os dois ao mesmo tempo: reposiciona e acrescenta volume. É tecnicamente mais complexa, exige planejamento cuidadoso e tem uma curva de recuperação um pouco mais longa.

O erro mais comum é achar que a prótese “levanta” a mama. Não levanta. Se houver ptose — a queda do tecido abaixo do sulco — o implante vai acompanhar essa queda. O resultado, nesse caso, tende a ser insatisfatório.


Como se avalia se há ptose e qual é o grau

O cirurgião avalia a posição da papila em relação ao sulco inframamário (a dobra natural abaixo da mama). Quando a papila está no nível do sulco ou abaixo dele, há ptose. Quanto mais abaixo, mais severa.

Além da posição da papila, importa:

  • A quantidade de pele excedente
  • O volume de tecido glandular restante
  • A distância entre a papila e a fúrcula esternal
  • A qualidade e a elasticidade da pele

Esses dados aparecem no exame físico. É por isso que não existe resposta certa sem uma avaliação com seu cirurgião plástico.


O que muda na prática quando se faz apenas a mastopexia

A mastopexia deixa cicatrizes. Isso é um fato que precisa ser dito com clareza. A extensão depende do grau de ptose:

  • Ptose leve: cicatriz periareolar (ao redor da aréola)
  • Ptose moderada: cicatriz em “pirulito” — periareolar mais uma linha vertical até o sulco
  • Ptose severa: cicatrizes — periareolar, vertical e horizontal no sulco - sempre a mais curta possível.

As cicatrizes amadurecem ao longo de 12 a 18 meses. Nos primeiros meses podem ser avermelhadas e mais visíveis; com o tempo, tendem a clarear e se tornar menos perceptíveis — mas não desaparecem.

A mastopexia não aumenta a mama. Mulheres com pouco volume glandular que esperam sair da cirurgia com mais preenchimento precisam considerar o implante associado.


O que muda quando se combina prótese e mastopexia

A combinação resolve dois problemas ao mesmo tempo, mas exige mais do planejamento cirúrgico. O cirurgião precisa equilibrar a tensão da pele com o peso do implante — escolher um implante grande demais pode comprometer o resultado da levantada ao longo do tempo.

A recuperação é semelhante à de qualquer mamoplastia: restrição de esforço físico por cerca de 30 dias, uso de sutiã cirúrgico, retorno gradual às atividades. O inchaço e a posição definitiva da mama levam de 3 a 6 meses para se estabilizar.

Os riscos existem em qualquer procedimento cirúrgico: hematoma, seroma, alteração de sensibilidade, assimetria residual, necessidade de revisão. Esses riscos são discutidos individualmente na consulta, com base no histórico e na anatomia de cada paciente.


O que você pode refletir antes de consultar

Antes de chegar à avaliação, vale observar:

  • O que incomoda mais: a queda, o volume, ou os dois?
  • Houve gravidez, amamentação ou perda de peso significativa? Esses eventos afetam diretamente o tecido e a pele.
  • Há planos de engravidar no futuro? Isso não impede a cirurgia, mas é uma informação relevante para o planejamento.
  • Qual é a expectativa de resultado — e ela é realista?

Essas perguntas não têm resposta certa ou errada. Elas ajudam o cirurgião a entender o que a paciente espera e o que a anatomia dela permite.

Na Clínica Merus, a avaliação começa por aí: entender o que incomoda, examinar o que existe e explicar o que é possível — sem prometer o que a biologia não sustenta.


Perguntas frequentes

Prótese levanta mama caída? Não. O implante adiciona volume, mas não corrige a ptose. Se a mama está caída, a prótese sozinha tende a piorar a aparência, porque o tecido continua caído com mais peso. Ptose precisa de mastopexia.

Posso fazer mastopexia e prótese na mesma cirurgia? Sim. É uma combinação comum e segura quando bem planejada. O cirurgião avalia se a anatomia e o estado geral da paciente permitem a associação em um único tempo cirúrgico.

A mastopexia dura para sempre? Não existe procedimento permanente quando o corpo continua envelhecendo. Gestação, variações de peso e o tempo natural afetam o resultado. A durabilidade depende de fatores individuais.

Quando posso voltar a malhar após a cirurgia? Em geral, atividades leves retornam em 2 a 3 semanas; exercícios de impacto e carga, após 4 a 6 semanas. O protocolo é definido caso a caso.

Como saber qual procedimento é o certo para mim? Só com avaliação presencial. Fotos e descrições ajudam a orientar, mas a decisão depende do exame físico. Agende uma avaliação para entender o que faz sentido para o seu caso.

Conteúdo educativo da Clínica Merus · Curitiba