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mamas caídas

Mamas Caídas: Por Que Acontece e Quando a Mastopexia Faz Sentido

25 de agosto de 2026 · Dr. André Ritzmann

Você olha para o espelho e percebe que o mamilo está mais baixo do que costumava ser. O volume pode até estar lá — mas a posição não é mais a mesma. Essa mudança tem nome, tem causa e, na maioria dos casos, tem solução cirúrgica bem definida.

Resposta direta: a ptose mamária (queda das mamas) é causada pelo afrouxamento dos tecidos de suporte ao longo do tempo. A mastopexia corrige a posição reposicionando a pele e o tecido glandular — com ou sem implante, dependendo do que está faltando: forma, volume ou os dois.


Por que a mama cai?

A mama não tem músculo próprio. Ela se sustenta por ligamentos internos (os ligamentos de Cooper) e pela elasticidade da pele. Quando esses dois elementos cedem, a glândula desce.

Os principais gatilhos são:

  • Gestação e amamentação: o tecido glandular expande, a pele se distende, e depois o volume diminui — mas a pele não retrai na mesma proporção.
  • Variações de peso: o mesmo mecanismo. Cada ciclo de ganho e perda deixa um pouco mais de pele sem conteúdo.
  • Tempo: os ligamentos perdem tensão com a idade, independentemente de qualquer outro fator.
  • Genética: algumas mulheres têm pele naturalmente menos elástica e progridem mais rápido.

O resultado final é sempre o mesmo: a glândula escorrega para baixo, o mamilo aponta para baixo ou para frente em vez de para cima, e a parte superior da mama perde preenchimento.


Afinal, o que é grau leve, moderado ou severo de ptose?

Os cirurgiões classificam a ptose pela posição do mamilo em relação ao sulco submamário (a dobra embaixo da mama):

  • Grau 1 (leve): o mamilo está na altura do sulco.
  • Grau 2 (moderado): o mamilo está abaixo do sulco, mas ainda aponta para a frente.
  • Grau 3 (severo): o mamilo está bem abaixo do sulco e aponta para baixo.

Essa classificação importa porque determina a extensão da cirurgia — e o tamanho das cicatrizes resultantes.


O que a mastopexia faz, exatamente?

A mastopexia remodela. O cirurgião remove o excesso de pele, reposiciona o complexo aréolo-mamilar para uma posição mais alta e reorganiza o tecido glandular para dar forma à mama. O que muda é a posição e o contorno — não o volume.

Isso explica uma confusão muito comum: mastopexia não aumenta a mama. Se a paciente perdeu volume significativo (como após amamentação ou emagrecimento) e quer recuperar a projeção da parte superior, um implante pode ser indicado junto com a mastopexia. Mas as duas cirurgias têm objetivos diferentes e precisam ser avaliadas separadamente.


Prótese junto ou não?

Depende do que está faltando.

Se a mama tem volume razoável mas perdeu posição, a mastopexia sozinha resolve. Se há ptose e deficiência de volume, a combinação de mastopexia com implante pode ser a abordagem mais adequada — mas ela é tecnicamente mais complexa e tem algumas considerações adicionais.

Fazer as duas coisas ao mesmo tempo exige planejamento cuidadoso: o implante adiciona peso, o que cria tensão sobre as suturas da mastopexia. Alguns cirurgiões preferem separar os procedimentos em casos mais complexos, justamente para reduzir esse risco. Não existe resposta universal — depende do grau de ptose, da qualidade do tecido, do tamanho do implante desejado e da avaliação clínica individual.


Cicatrizes: o que esperar de verdade?

Toda mastopexia deixa cicatriz. O quanto depende do grau de ptose:

  • Ptose leve: cicatriz apenas ao redor da aréola (periareolar).
  • Ptose moderada: cicatriz em “raquete” — ao redor da aréola e uma linha vertical até o sulco.
  • Ptose severa: cicatrizes — ao redor da aréola, vertical e horizontal no sulco , sempre a menor possível.

As cicatrizes amadurecem ao longo de 12 a 18 meses, tornando-se progressivamente mais claras e planas. Nos primeiros meses, são mais visíveis — isso é normal e esperado, não sinal de problema.


Quais são os riscos reais?

Como qualquer cirurgia, a mastopexia tem riscos. Os mais relevantes são:

  • Alteração temporária ou permanente de sensibilidade no mamilo e na aréola
  • Cicatrizes alargadas ou hipertróficas em pessoas com tendência
  • Assimetria residual
  • Necessidade de revisão cirúrgica

A recuperação costuma levar de 10 a 14 dias para retomar atividades leves, e cerca de 4 a 6 semanas para esforços físicos. O resultado final — forma e cicatrizes — se estabiliza entre 6 e 12 meses após a cirurgia.


O que você pode refletir antes de uma consulta?

Antes de marcar uma avaliação, vale se perguntar:

  • O que incomoda mais: a posição, o volume ou os dois?
  • Você ainda pretende engravidar? (Uma gestação futura pode reverter o resultado da mastopexia.)
  • Suas expectativas são sobre forma, sobre simetria, sobre como a roupa vai assentar?

Essas respostas guiam a conversa com o cirurgião e ajudam a entender se o momento é este — ou se faz sentido esperar.

Na Clínica Merus, a avaliação serve exatamente para isso: entender o que está acontecendo no seu caso específico, quais são as opções reais e o que cada uma implica.


Perguntas frequentes

Mastopexia dói muito? O desconforto pós-operatório é controlado com analgesia. Nos primeiros dois a três dias costuma haver tensão e sensibilidade; dor intensa e persistente não é esperada e deve ser comunicada ao cirurgião.

A mama volta a cair depois da mastopexia? Com o tempo, sim — a gravidade e o envelhecimento continuam agindo. Uma gestação após a cirurgia tende a desfazer parte do resultado. Por isso, muitos cirurgiões sugerem aguardar o término dos planos reprodutivos.

Mastopexia e implante podem ser feitos na mesma cirurgia? Sim, em muitos casos. Mas a decisão depende do grau de ptose, da qualidade do tecido e do tamanho do implante — e deve ser avaliada individualmente, pois a combinação tem complexidade técnica maior.

Quanto tempo dura a recuperação? Para atividades cotidianas leves, cerca de 10 a 14 dias. Para exercícios físicos e esforços, em torno de 4 a 6 semanas. O resultado visual final se consolida em 6 a 12 meses.

A mastopexia interfere na amamentação futura? Pode haver impacto, dependendo da técnica utilizada. É uma questão importante a discutir com o cirurgião antes de decidir pela cirurgia.

Conteúdo educativo da Clínica Merus · Curitiba